segunda-feira, 24 de outubro de 2022

VIDA e OBRA de ANTÔNIO REBOUÇAS são apresentadas todas as quintas, às 17h na Ladeira da Barra

 

Começam nesta quinta-feira (27.10), às 17h, as apresentações com acesso gratuito sobre a ‘Vida e Obra’ do artista baiano Antônio Rebouças (1922-2013) que se prolongam até final de novembro, sempre às quintas, na Fast Frame na Ladeira da Barra (Av. Sete de Setembro, n°3416 – 71 3011-0333), em Salvador. As explanações serão feitas pela filha caçula do artista, a arte-educadora Adelina Rebouças.

 

Nascido em 1922, em Itabuna, Bahia, Antônio Rebouças recebeu influências modernistas, concretistas, construtivistas e do expressionismo alemão quando residiu por dois anos em Berlim na década de 1960. “Mas as pinturas feitas por ele nos últimos 20 anos antes da sua morte em 2013, forma um acervo inédito extremamente pop e contemporâneo”, explica Adelina Rebouças. São esses quadros que estão em exibição gratuita na Fast Frame de segunda a sexta sempre das 9h às 18h, e aos sábados das 9h às 13h.

 

Graduada em Licenciatura em Desenho e Plástica e especializada em Arte Educação (UFBA), Adelina é pós-graduada em Metodologia do Ensino Superior (CEPOM), frequentando de 1995 a 1998, em Caldas da Rainha, Portugal, o Centro de Formação Profissional para Indústria Cerâmica, e em Gijón, Espanha, a Escola de Cerâmica La Textura. Foi vencedora dos Editais IPAC com os projetos Feira de Cores e Sabores na Feira de São Joaquim (2010) e Projeto Transmulti no Museu Carlos Costa Pinto (2012).



CONSERVAÇÃO e CONTEXTO Antônio também ficou muito conhecido por ainda arquiteto, engenheiro, escultor e designer de móveis. Participou do icônico EPUCS que propôs projetos urbanísticos inovadores para Salvador, construiu diversas edificações modernistas, como o Edifício Mariglória (Canela) e apresentou projetos nas mais importantes revistas e eventos do Brasil, como Revista Habitat e Bienal Internacional de São Paulo. “Os quadros expostos na Fast Frame representam apenas 13% do total do acervo de meu pai e essas que estão expostas já passaram por um trabalho de limpeza e conservação com a restauradora Zeila Machado”, completa Adelina.

 

As apresentações gratuitas feitas por Adelina todas as quintas-feiras, às 17h, atende aos pedidos de jovens artistas, estudantes e pesquisadores da arte moderna na Bahia. “Ao colocarmos os primeiros quadros, percebemos a necessidade de contextualizar a história do autor dos quadros e seu processo criativo, e a gerente da Fast Frame, Tâmara Silva, teve a feliz ideia de criar uma ‘Conversa sobre o Artista’”, conta Adelina. A loja da Ladeira da Barra dispõe de vagas para carros e os convidados são recebidos com sequilhos variados e o cafezinho feito na hora.

 

JORGE, LINA e CONTATOS O escritor Jorge Amado (1912-2001) dizia: “sou velho amigo e admirador desse mestre escultor Antônio Rebouças. Ele é um artista dos mais importantes da Bahia, escultor de larga tradição, de obra nacionalmente reconhecida; pintor de sucesso, seu clima é do silêncio”. Já a arquiteta e primeira diretora do MAM-Bahia, Lina Bo Bardi (1914-1992), ficou tão entusiasmada com o trabalho de Rebouças que organizou e fez a curadoria de mostra completa do artista em 1963, no Foyer do Teatro Castro Alves: “ele é um grande valor em artes visuais”, dizia ela. Contatos com o Acervo Antônio Rebouças através do telefone (71) 99305-2885 e do instagram @a.reboucas100 .

 

SERVIÇO

O quê: ‘Vida e Obra do artista Antônio Rebouças’ – GRATUITO

Quando: Todas as quintas-feiras, às 17h

Onde: Fast Frame Ladeira da Barra (Av. Sete, n°3416 – 71 3011-0333)

 

QUEM É?

- Graduada em Licenciatura de Desenho e Plástica e especializada em Arte Educação, ambos pela UFBA, Adelina Rebouças é pós-graduada em metodologia do Ensino Superior/CEPOM, frequentando de 1995 a 1998, em Caldas da Rainha, Portugal, o Centro de Formação Profissional para Indústria Cerâmica, e em Gijón, Espanha, a Escola de Cerâmica La Textura. Foi vencedora dos Editais de Valorização do Patrimônio do IPAC/SECULT com os projetos Feira de Coisas e Sabores na Feira de São Joaquim (2010) e Projeto Transmulti no Museu Carlos Costa Pinto (2012).

- Esteve responsável pela direção do Programas Culturais no projeto de revitalização do Teatro Vila Velha (1992 a 1995), coordenou o Setor de Arte-Educação do Museu de Arte da Bahia (1999 a 2005) e orientou oficinas de arte nas seguintes instituições: Liceu de Artes e Ofícios, Programa de Capacitação Solidária do governo federal, Secretaria de Ação Social de Camaçari, Fundação José Silveira, Fundação Cidade Mãe/Prefeitura Municipal de Salvador, Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), SESI/Educação Especial, Faculdades Olga Mettig, CONDER e Instituto Mauá, dentre outros.  

- Desde 2013 se dedica a trabalho e pesquisa em seu ateliê tendo feito exposições como no Museu Eugênio Teixeira Leal com Fragmentos da Memória/Signos do Tempo (2016), empreendendo ainda a salvaguarda, conservação e divulgação da vida e obra do seu pai, o artista, arquiteto e designer, Antônio Rebouças.

 

Em 24.10.2022

Jornalista Geraldo Moniz de Aragão (1498-mte.ba)

geraldo.monizcomunicacao@gmail.com, 071 99102.7394

terça-feira, 18 de outubro de 2022

Mostra com pinturas de Antônio Rebouças fica aberta na Ladeira da Barra até final de novembro

 

Começa nesta sexta-feira (21.10) até o final de novembro, sempre das 9h às 18h, a exibição de quadros do artista baiano, Antônio Rebouças (1922-2013), na Fast Frame na Ladeira da Barra (Av. Sete de Setembro, n°3416 – 71 (71) 3011-0333), em Salvador. As obras têm medidas variadas de 90 X 60 e 90 X 90 centímetros, integrando um acervo inédito que foi produzido nos últimos 20 anos antes do falecimento do artista ocorrido em 2013.

 


Com residência artística na Alemanha na década de 1960, onde permaneceu por dois anos, Rebouças tem influências dos expressionistas alemães, de concretistas e modernistas brasileiros e estrangeiros, já que além de pintor e renomado escultor, ele também foi designer de móveis e respeitado arquiteto modernista na Bahia, com vários projetos urbanísticos e casas construídas em Salvador. Nos últimos 40 anos de vida, Rebouças permaneceu isolado em sua residência, produzindo arte incessantemente.

 

Segundo a sua filha caçula, Adelina Rebouças, que acompanhou os 20 últimos anos de vida do artista, esse acervo inédito é composto por mais de 75 itens entre quadros em acrílica, esculturas e desenhos em nanquim. “É impressionante como as últimas obras inéditas de meu pai são vigorosas, vibrantes e cheias de energia e vida, parecendo terem sido feitas por um jovem de 20 anos, enquanto ele já tinha 80 e 90”, comenta Adelina.  

 

JORGE AMADO e LINA BO BARDI “Sou velho amigo e admirador desse mestre escultor Antônio Rebouças. Ele é um artista dos mais importantes da Bahia, escultor de larga tradição, de obra nacionalmente reconhecida; pintor de sucesso, seu clima é do silêncio”, dizia o escritor baiano, Jorge Amado (1912-2001), já na década de 1990 em carta sobre o artista. Apesar do seu lado arredio, Rebouças era extremamente bem relacionado e admirado por grandes personalidades da sua época.

 

A também arquiteta ítalo-brasileira, autora do restauro do Solar do Unhão e primeira diretora do MAM-Bahia, Lina Bo Bardi (1914-1992), ficou tão entusiasmada com o trabalho de Rebouças que organizou e fez a curadoria de uma mostra completa do artista em 1963, no Foyer do Teatro Castro Alves, então funcionando como sede do Museu de Arte Moderna (MAM-Bahia), considerando Antônio Rebouças como “um grande valor em artes visuais”.

 

MATILDE MATOS A conceituada crítica de arte e marchand potiguar, Matilde Matos (1927-2021), dizia que “o trabalho de Antônio Rebouças apresenta conhecimentos anteriores bem assimilados como o uso da cor dos impressionistas, o impasto pesado, as variações de textura, o contorno forte dos expressionistas, ao lado de formas geométricas destorcidas, prováveis reminiscentes do vocabulário cubista”.

 

Para Matilde Matos, Antônio Rebouças usava muitas “cores vibrantes que são novamente transparentes e luminosas, o que vem enfatizar a poesia emante das suas composições um plano construtivista, com emoção raramente encontrada nos nossos pintores”, completava Matilde.

 


VAGAS, SEGURANÇA e CONTATOS De acordo com Paulo Athayde de Carvalho, sócio da Fast Frame, a loja da Ladeira da Barra dispõe de vagas para veículos, caso os visitantes cheguem de carro. “Nossa loja também fica ao lado da 11ª Companhia Independente de Polícia Militar, o que oferece sensação de segurança para os visitantes”, diz Paulo.

 

Paulo Athayde explica ainda que a Fast Frame reserva sempre espaços para exposições com artistas e obras de beleza e qualidade especiais. “É mais uma forma de levar a arte a todos com um novo espaço expositivo na cidade”, finaliza. A Fast Frame pertence à maior rede de molduraria do mundo. Contatos com o Acervo Antônio Rebouças através do telefone (71) 99305-2885 e do instagram @a.reboucas100 .


Fotos: Pedro Accioly

 

Em 18.10.2022

Jornalista Geraldo Moniz de Aragão (1498-mte.ba)

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quarta-feira, 14 de setembro de 2022

Chapada Diamantina promove evento no Dia Mundial do Software Livre, neste sábado (17.09)

 


O Dia Mundial do Software Livre que transcorre neste sábado (17.09), terá um evento especial no Centro Histórico de Mucugê, cidade da Chapada Diamantina, tombada (1980) como ‘Patrimônio do Brasil’ pelo IPHAN, para discutir impactos, benefícios e seguranças dos softwares livres usados por todas as pessoas que trabalham com computadores e sistemas informatizados.

 

O evento acontece na Universidade Livre da Chapada (Rua do Cruzeiro, 58, Mucugê), a partir das 14h com roda de conversa sobre ‘Software Livre e Cultura Colaborativa’, às 15h acontece a ‘Oficina Rede Cultura Viva’ e às 17h o ‘Set do DJ VirguLinux’. A palestra inicial é de Pedro Jatobá, mestre em Gestão Social e Desenvolvimento de Territórios (Ufba), bacharel em Ciência da Computação (Unicap/Unisinos), ex-diretor de Tecnologia e Comunicação no Instituto Intercidadania, Analista de Sistemas e Educador na Cooperativa EITA.

 


DIA MUNDIAL e NASA/USA De acordo com a presidente do Conselho de Cultura de Mucugê, Luciana Moniz, o Dia Mundial do Software Livre é celebrado nesta data (17.09) para estimular a conscientização dos usuários. “Sistemas para eleição, lazer, trabalho, educação e arte são alguns exemplos do uso de softwares livres”, diz Luciana. Ela explica que ter o código-fonte aberto garante que você pode verificar a existência de spyware (software espião), manipulação de dados e outras informações que não se tem acesso em um software fechado, como o de softwares de algumas empresas privadas que bloqueiam essas informações.

 


“O uso de Software Livre pode dar ao usuário liberdade para criar, compartilhar, inventar, colaborar, sem custos ou bloqueios de fábrica, com menos vírus (GNU/Linux) e com mais ética”, compara a presidente do Conselho. Ela exemplifica que os softwares livres são sistemas confiáveis e estáveis, reduzem a distância entre produtores e consumidores, agregam comunidades de suporte e rede de tutoriais. “Segundo os especialistas é também uma forma de resistência aos monopólios tecnológicos”, completa Luciana. Grande parte do mundo corporativo, como a NASA (USA), por exemplo, usa códigos abertos, produzindo projetos de grande escala e pouco custo.

 


CHAPADA DIAMANTINA Experiências com softwares livres estão presentes também fora dos grandes centros urbanos. Grupos culturais de Mucugê (Chapada Diamantina), por exemplo, utilizam softwares livres. A Universidade Livre da Chapada disponibiliza programas livres para uso dos agentes culturais locais e do Conselho de Cultura de Mucugê.

 

Entre os softwares utilizados em Mucugê, por exemplo, estão a plataforma de videoconferência Miti.Jitsi, e-mails institucionais do Hostinger, pastas de arquivos e documentos online no sistema Rios, e formulários de pesquisa online do portal chapada.ba que também hospeda o Rede Cultura Viva Mucugê. Mais informações: (75)98110-9122, (71) 98800-6033 e https://wiki.softwarefreedomday.org/2022/Brazil/ChapadaDiamantina.

 

SERVIÇO

Dia Mundial do Software Livre Mucugê

Sábado, 17/09

14h: Roda de conversa sobre Software Livre e Cultura Colaborativa

15h: Oficina Rede Cultura Viva Mucugê

17h: Set do DJ VirguLinux

Na Universidade Livre da Chapada (R. do Cruzeiro, 58, Centro Histórico de Mucugê)

Ministrante: Pedro Jatobá*

 

*Pedro Jatobá é mestre em Gestão Social e Desenvolvimento de Territórios (UFBA), bacharel em Ciência da Computação (UNICAP/UNISINOS), foi diretor de Tecnologia e Comunicação no Instituto Intercidadania, é Analista de Sistemas e Educador na Cooperativa EITA, e contribuiu na concepção da Rede Colaborativa iTEIA, onde atua na formação e articulação. Jatobá foi presidente do Conselho de Cultura de Mucugê, onde continua atuando como consultor de tecnologia e conselheiro. É também DJ, com pesquisa voltada para ritmos nordestinos, desde forró de rabeca às sambadas de coco passando pelo manguebeat.

 

Em 14.09.2022

Jornalista Geraldo Aragão (1498-mte.ba)

geraldo.monizcomunicacao@gmail.com, 071 99102.7394

sábado, 20 de agosto de 2022

Museu Carlos Costa Pinto promove a palestra sobre Antônio Rebouças e a Arquitetura Moderna na Bahia nesta quinta-feira (25.08)


O evento gratuito comemora os 100 anos (1922-2022) de nascimento do arquiteto, engenheiro, artista e designer baiano, Antônio Rebouças (1922-2013), conta com o palestrante professor doutor pela FAU/UFBA, Nivaldo Andrade, e participações da professora doutora pela Universidade Politécnica de Valencia (Espanha) e ex-diretora da EBA/UFBA, Nanci Novais, e do artista visual Bel Borba

 


‘Antônio Rebouças e a Arquitetura Moderna na Bahia’ é o tema da palestra proferida pelo professor da FAU/UFBA e pesquisador, Nivaldo Andrade, às 17:30h desta quinta-feira (25.08), no Museu Carlos Costa Pinto (Av. Sete de Setembro, 2490 - Corredor da Vitória), como comemoração pelos 100 anos de nascimento do arquiteto, engenheiro, artista e designer baiano, Antônio Rebouças (1922-2013). A palestra trata do segundo capítulo do doutorado do professor Nivaldo no Programa de Pós-graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade Federal da Bahia (UFBA).



“A tese analisa a arquitetura moderna produzida na Bahia entre 1947 e 1951 e a sua contribuição para a arquitetura moderna brasileira”, explica Nivaldo Andrade. Segundo ele, o Escritório do Plano de Urbanismo da Cidade do Salvador, o famoso EPUCS, foi nesse período a principal instância de planejamento urbano e elaboração de projetos para a capital baiana, capitaneado de 1942 a 1947 por Mário Leal Ferreira e, depois, pelo arquiteto Diógenes Rebouças. E é nesse contexto que está inserido Antônio Rebouças.



  

ITABUNA e 100 ANOS Nascido em Itabuna (1922), o escultor, decorador, engenheiro e arquiteto e designer, Antônio Rebouças também foi designer de móveis de madeira e metal. Em 1930, vai para Salvador, onde se forma em engenharia. Em 1940, começa a pintar, como autodidata. Na década de 1940 integra o EPUCS. Entre 1961 e 1962, faz parte do programa Artistas em Residência, na Alemanha, onde realiza exposições coletivas e individuais. Além da Alemanha, participou ainda de coletivas em Salvador, Belo Horizonte e São Paulo.

 

“Neste ano de 2022 se completam os 100 anos de nascimento do meu pai e não poderia deixar de celebrar com participações tão honrosas, como a pesquisa do professor da FAU/UFBA, Nivaldo Andrade, a professora da EBA/UFBA, Nanci Novais e o artista Bel Borba, em um local tão especial como o Museu Costa Pinto”, relata Adelina Rebouças, filha caçula do homenageado. Adelina também é detentora de um acervo inédito deixado por Rebouças com quadros em acrílica e esculturas em madeira e bronze. Dois quadros desse acervo estarão em exibição na palestra desta quinta-feira (25).

 

EPUCS e QUALIDADE “Frente às fragilidades do único curso de graduação em arquitetura existente na Bahia, oferecido na época pela Escola de Belas Artes, o EPUCS se transformou também no principal centro de formação de uma geração de técnicos que assumiram papel de destaque no mercado profissional baiano pelas décadas seguintes e tem uma participação decisiva na autonomização do campo arquitetônico na Bahia”, completa o professor Nivaldo Andrade.

 

Nivaldo lembra que muitos arquitetos modernos da escola carioca passam a atuar na Bahia nesse período, muitas vezes a convite do próprio EPUCS, resultando em intenso intercâmbio de ideias e referências. “Esse é o contexto onde estão inseridos Antônio Rebouças, a redemocratização do Brasil, o chamado ‘renascimento’ da Bahia promovido pelo então governador Otávio Mangabeira e a eclosão da arte moderna na Bahia, resultando em um numeroso conjunto de obras e projetos de elevada qualidade”, finaliza o pesquisador.

 

A palestra é gratuita e o Costa Pinto funciona como fundação criada pelo seu mentor, Carlos Costa Pinto e sua esposa Margarida Ballalai de Carvalho Costa Pinto. O projeto (1958) da casa onde está o Museu é de autoria dos arquitetos Euvaldo Reis e Diógenes Rebouças, em estilo Colonial Americano. Atualmente o Costa Pinto detém acervo com mais de 3.170 peças, retratando a opulência da aristocracia baiana. O museu é contatado via telefone (71) 3336-6081 e instagram @museucostapinto . Contatos com o Acervo Antônio Rebouças, via (71) 99305-2885 e instagram @a.reboucas100 .

 

Em 19.08.2022

Jornalista Geraldo Moniz de Aragão (1498-mte.ba)

geraldo.monizcomunicacao@gmail.com, 071 99102.7394

ACERVO INÉDITO do escultor modernista, Antônio Rebouças pode vir a público


Um acervo inédito de 40 quadros em acrílica e cerca de 20 esculturas do escultor baiano, Antônio Rebouças (1922-2013), estão sendo catalogados em Salvador. Neste ano (2022) comemora-se justamente o seu centenário de nascimento e o Centenário da Semana de Arte Moderna de São Paulo. Antônio Rebouças era irmão do famoso arquiteto modernista baiano, Diógenes Rebouças (1914-1994), que construiu a Avenida Contorno, o antigo estádio da Fonte Nova, Hotel da Bahia, Escola Parque e tantas outras edificações em Salvador.


Trata-se de acervo inédito de Antônio Rebouças que nunca foi exposto, visto pelo público ou comentado por críticos e especialistas. Depois do falecimento do pintor, sua filha caçula, Adelina Rebouças, proprietária do acervo, iniciou o levantamento de toda a coleção e a produção inédita do pai é considerada surpreendente.


"Os quadros pintados por ele dos 85 aos 91 anos de idade, quando faleceu, parecem produzidos por um jovem com 20 anos devido ao vigor e energia, mas claro, com o domínio de mestre que ele era", explica Adelina. Ela informa que o acervo particular do artista deve compor uma exposição ainda este ano, junto a um seminário com professores, pesquisadores, críticos e estudiosos do modernismo baiano.

 

Para os especialistas a obra de Rebouças representa também questões mais profundas sobre sua personalidade inquieta. Com temperamento forte, Antônio Rebouças participou do icônico EPUCS (planejamento urbano de Salvador na década de 1940), Móveis RALF e Petrobras/Mataripe, mas sempre se desligou dessas equipes devido a conflitos que provocou. Esse forte temperamento também é evidente em toda coleção.

 

O crítico baiano Reynivaldo Britto já havia publicado que Rebouças era um homem de “difícil relacionamento”, demostrava grande indignação com o mercado de arte e não se envolvia com marchands e galeristas. Quando seu estado de saúde se agravou, sua filha caçula foi cuidar dele. Nada disso o impediu de produzir incessantemente até os últimos anos de vida.

 

E é justamente este acervo (FOTOS) que está sendo catalogado e prestes a ser revelado para o público local e nacional! Vamos aguardar!

 

Em 03.06.2022

Jornalista Geraldo Moniz de Aragão (1498-mte.ba)

geraldo.monizcomunicacao@gmail.com, 071 99102.7394

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Terreiros do Afonjá e Gantois são visitados amanhã (9) para treinamento de guias e condutores de turismo



Fundado em 1910, por Eugênia Ana dos Santos (Mãe Aninha) e Tio Joaquim (Obá Sanyá), e tombado como Patrimônio do Brasil via IPHAN/MinC desde o ano 2000, o Terreiro Ilê Axé Opó Afonjá (tel. 3384-5229), no Cabula, será o primeiro local de visitação do Projeto ‘Terreiros Criativos’ em Salvador, amanhã (9) no início da manhã. O projeto foi lançado em março deste ano (2018) em Cachoeira, e durante 90 dias treina e qualifica guias/condutores de turismo, integrantes de comunidades de candomblé e trabalhadores da cultura do Recôncavo da Bahia. Dentre os instrutores e palestrantes, professores doutores da UFRB, especialistas das áreas de história, educação, sociologia e antropologia, além de mestres populares, ogãs, babalorixás e yalorixás.

“Teremos uma pessoa do próprio terreiro do Afonjá para explicar todos os detalhes da área e da comunidade”, afirma o guia de turismo João Luz, responsável pelo roteiro da visita em Salvador. O Afonjá detém 39 mil metros de área, e tem 1/3 do terreno é ocupado por edificações. Santuários de Oxalá e Iemanjá, Casa de Xangô, o barracão e a escola modelo municipal são algumas das construções. Desde 1976, o Afonjá é liderado por Maria Stella de Azevedo Santos, conhecida como Mãe Stella de Oxóssi, Odé Kayode.

GANTOIS  Logo depois do Afonjá, o grupo do ‘Terreiros Criativos’ segue para o Ilê Iyá Omin Axé Iyá Massê, o famoso Terreiro do Gantois, na Federação. Assim como o Afonjá, o Gantois nasceu a partir do Terreiro da Casa Branca do Engenho Velho (Avenida Vasco da Gama) e foi fundado por Maria Júlia da Conceição Nazaré em 1849. A sua mais famosa líder foi Mãe Menininha do Gantois (1922-1986), seguida depois por suas filhas Mãe Cleusa (1989-1998) e Mãe Carmem que assumiu a casa em 2002. Ocupando o topo de uma colina (Alto do Gantois, 23 - tel 3321-9231), sobre extenso vale, a atual Avenida Garibaldi, o Axé Iyá Massê ainda detém área verde, inclusive com fonte de água.

Além do antigo barracão, edificações erigidas para os orixás estão espalhadas na área. O terreiro foi tombado em 2002 como Patrimônio Nacional via IPHAN/MinC. O nome Gantois surge a partir do antigo proprietário do terreno, o traficante de escravos belga Édouard Gantois, que arrendou as terras a Maria Júlia da Conceição Nazareth. Ela era africana liberta e foi casada com Francisco Nazaré (1789–1859), africano jeje, com quem teve 10 filhos. O terreiro dispõe do ‘Memorial Mãe Menininha’ criado em 1992 com mais de 500 peças.

CENTRO HISTÓRICO  Considerado o maior conjunto arquitetônico barroco de origem europeia nas Américas, o Centro Histórico de Salvador também está no roteiro do projeto e será visitado amanhã (9) à tarde. “Queremos mostrar a importância arquitetônica e histórica, além de tratar desses espaços urbanos e da chegada dos africanos à cidade”, adianta o guia João Luz. Segundo ele, o grupo visitará a Igreja do Rosário dos Pretos (Largo do Pelourinho) administrada pela Irmandade de mesmo nome, e o Centro Cultural da Igreja da Barroquinha gerido pela Fundação Gregório de Mattos.

“O objetivo do ‘Terreiros Criativos’ é desenvolver a cultura e o turismo na região do Recôncavo, qualificando os profissionais da área, gerando mais empregos e renda para a população local”, completa o presidente da Associação dos Guias e Condutores de Turismo do Vale do Paraguaçu (ACTUP), Alexssandro Simão (Sandro Guia), entidade que criou o projeto. Excetuando visitas em São Félix, Cachoeira e Salvador, todas as aulas acontecem na Fundação Hansen Bahia. A grade de aulas continua até meados de junho. Os cursos têm corpo docente formado por cerca de 90% profissionais da região. A participação no ‘Terreiros Criativos’ é gratuita. O patrocínio é do Governo do Estado, via Secretaria de Turismo (Setur), com apoio da Secretaria de Cultura (SecultBA) e Instituto do Patrimônio (IPAC), além do Centro de Artes e Humanidades e Letras (CAHL/UFRB).

Informações: pterreiroscriativos@gmail.com e actup-cachoeira@bol.com.br, telefones (75) 98245.1045 e (71) 99154-5965. O projeto foi lançado em março (https://goo.gl/F1UL5R) com ampla divulgação (https://goo.gl/qBMmLG, https://goo.gl/w3XXFK, https://goo.gl/uuaEut). Confira:www.ipac.ba.gov.br. Além dos facebooks Ipacba Patrimônio e Moniz Comunicação, o twitter @ipac_ba e os instagram @ipac.ba e @monizcomunicacao.

Créditos Fotográficos obrigatório no nome de cada Foto: Lei nº 9610/98 – Acervo IPAC

Em 08.06.2018
Jornalista responsável Geraldo Moniz de Aragão (DRT-BA nº 1498)
(71) 99110-5099, 99922-1743